Jacques-Louis David | Biografia e obra

A vida do pintor Jacques-Louis David contada através de seus quadros, obras de David

10 quadros escolhidos para falar sobre a vida do pintor neoclassicista Jacques-Louis David

Autorretrato, 1794

Autorretrato, 1794

Jacques-Louis David, conhecido somente como David, nasceu em Paris, no dia 30 de agosto de 1748, e faleceu em Bruxelas, em 29 de dezembro de 1825.

Em 1782, casou-se com Charlotte Pécoul, que herdaria um generoso dote. Divorciaram-se em 1794 – Charlotte era monarquista, e David, revolucionário. Quando David foi preso, no entanto, Charlotte lutou por sua liberdade, e o casamento foi reatado em 1796.

David é o pintor mais característico do neoclassicismo.

De 1 a 10, a vida de Jacques-Louis David contada através de suas obras:

  • Antíoco e Estratonice (1774):

    Foi com esta tela que Jacques-Louis David ganhou o prêmio Roma, na quinta vez que o disputou. Este prêmio era uma bolsa de estudos cedida pelo governo francês para talentos promissores, através de uma disputa. O vencedor passava alguns anos estudando em Roma. David era de uma família abastada, que o queria arquiteto. Mas o gosto pela pintura foi mais forte.

    Antíoco e Estratonice, 1774

    Antíoco e Estratonice, 1774

  • O Juramento dos Horácios (1784):

    De volta da capital italiana, Jacques-Louis David teve uma recepção calorosa, e desde já lhe foi reconhecido o gênio. Enviou duas obras para o Salão de 1781, e teve ambas admitidas. Instalou-se no Louvre, privilégio dos grandes artistas. “O Juramento dos Horácios” foi uma encomenda feita a David pelo rei da França.

    O Juramento dos Horácios, 1784

    O Juramento dos Horácios, 1784

  • A Morte de Sócrates (1787):

    Exibida no Salão de 1787. Foi comparada a criações de Michelangelo e Rafael, e qualificada por Diderot de “absolutamente perfeita”. Fizemos uma análise da obra.

    A Morte de Sócrates, 1787

    A Morte de Sócrates, 1787

  • Retrato de Lavoisier e sua Esposa (1788):

    Esta obra de Jacques-Louis David mostra o famoso químico francês e sua mulher como companheiros, parceiros de estudos, já que ela o auxiliava em seus trabalhos. O quadro foi impedido de ser exposto pela aproximação que Lavoisier tinha com o partido Jacobino. O rei tentava censurar quadros que inspirassem a inevitável revolução.

    Retrato de Lavoisier e sua Esposa, 1788

    Retrato de Lavoisier e sua Esposa, 1788

  • Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos (1789):

    A revolução francesa já estava em curso – era o ano de 1789!-, e a obra, por sua simbologia republicana, é logicamente censurada. Nela Jacques-Louis David conta a história de Brutus, um homem que descobre que os filhos conspiram contra a república, e os denuncia, recebendo seus corpos decapitados. É a exaltação do patriotismo em detrimento de todos os outros valores, como a família ou o individualismo. Por pressão do público, a obra acabou sendo exposta, causando uma grande comoção. Fizemos uma análise do quadro.

    Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos, 1789

    Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos, 1789

  • A Morte de Marat (1793):

    Obra exposta em 1793, no mesmo ano da morte do revolucionário francês que lutou pela queda da monarquia. Foi uma encomenda do partido, disposto a transformar Marat em um mártir. Neste obra, vemos a clara filiação política de Jacques-Louis David, que apoiou a revolução, votou pela morte do rei e transformou-se em um dos representantes do novo regime. Muitos consideram A Morte de Marat a sua obra prima. Nós fizemos uma leitura desta obra.

    A Morte de Marat, 1793

    A Morte de Marat, 1793

  • Auto Retrato (1794):

    A obra foi pintada na prisão, para onde Jacques-Louis David foi mandado após a queda de Robespierre e demais revolucionários. Napoleão agora governava. David pintou a si mesmo muitos anos mais jovem, com um pincel na mão, tentando mostrar-se apenas um pintor, quando todos o acusavam de ser um dos responsáveis pelo período de terror que a França enfrentara nos últimos 15 anos – acusações acertadas, diga-se. Napoleão concedeu-lhe a liberdade.

    Autorretrato, 1794

    Autorretrato, 1794

  • A Intervenção das Sabinas (1799):

    Obra criada em 1799, em uma tentativa bem sucedida de atrair novamente a simpatia popular. Neste quadro, Jacques-Louis David apelava para a união nacional e pela paz, após o sangue derramado durante a revolução.

    A Intervenção das Sabinas, 1799

    A Intervenção das Sabinas, 1799

  • Napoleão no Passo de Saint-Bernard (1801):

    Obra encomendada pelo próprio Napoleão. Embora Jacques-Louis David estivesse oficialmente afastado da política, aceitando alunos em seu Atelier e vivendo de forma mais modesta, sua admiração por Napoleão era notória. Pintou-o diversas vezes, e foi convidado por Napoleão para ser o pintor oficial da corte.

    Napoleão no Passo de Saint Bernard, 1801

    Napoleão no Passo de Saint Bernard, 1801

  • Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças (1824):

    Após a queda de Napoleão, com a dinastia Bourbon restaurada, Jacques-Louis David novamente se torna pessoa non grata na França. Obtém o perdão real, mas David prefere o auto-exílio em Bruxelas. Este quadro é sua última obra, terminada um ano antes do seu falecimento.

    Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças, 1824

    Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças, 1824

Mais informações sobre Jacques-Louis David:

Análise de Obras:

Audiovisual:

  • O Poder da Arte

  • – Documentário realizado pela BBC sobre a vida de David, destacando a obra “A Morte de Marat”.

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