Dominique Ingres | Biografia

A Vida do pintor Jean-Auguste Dominique Ingres contada através de seus quadros, obras de Ingres

10 quadros escolhidos para falar sobre a vida do pintor neoclassicista Ingres

Autorretrato, 1804

Autorretrato, 1804

Jean-Auguste Dominique Ingres, conhecido somente como Ingres, nasceu em Montauban, na França, em 29 de agosto de 1780, e faleceu de pneumonia, na cidade de Paris, em 14 de janeiro de 1867.

Discípulo de do pintor Jacques-Louis David, Ingres defendia a escola neoclássica, mas muitos vêem em sua obra influências do movimento romântico.

De 1 a 10, a vida de Ingres contada através de suas obras:

  • 1. Os Embaixadores de Agamemnon na Tenda de Aquiles (1801): foi com esta obra que Ingres venceu o prêmio Roma, em 1801. O Prêmio Roma era uma bolsa de estudos cedida pelo governo da França aos talentos promissores da arte, através de uma competição, financiando seus estudos na Itália. Ingres partiu para a Itália em 1806, e recebeu pensão até o ano de 1810.
  • Os Embaixadores de Agamemnon na Tenda de Aquiles, 1801

    Os Embaixadores de Agamemnon na Tenda de Aquiles, 1801

  • 2. Retrato de uma Dama (1802): obra perdida. Foi a estreia de Ingres no Salão de Paris, em 1802. Esta era uma exposição anual de artes, no Museu do Louvre, onde artistas enviavam obras para serem avaliadas por um júri técnico. Conforme a avaliação deste júri, estas obras eram ou não expostas ao público, trazendo prestígio aos artistas.

  • 3. Napoleão Entronizado (1806): obra enviada ao Salão de Paris em 1806. O quadro recebeu severas críticas, inclusive do antigo mestre de Ingres, David. A obra foi considerada extravagante, com contornos imprecisos, anatomia descuidada e uma atmosfera arcaica. Na época do Salão, Ingres, já estava em Roma, para a bolsa de estudos. Ficou profundamente magoado com as críticas que recebeu e passou muitos anos sem retornar a Paris.
  • Napoleão Entronizado, 1806

    Napoleão Entronizado, 1806

  • 4. Banhista de Valpinçon (1808): quadro enviado a Paris em 1808, para ser avaliado, conforme regulamento de sua bolsa de estudos. Ingres realiza um desenho preciso e elegante, eliminando todos os vestígios do trabalho do pincel. Ao mesmo tempo, manipula e transforma elementos em busca de uma beleza ideal.
  • Banhista de Valpinçon, 1806

    Banhista de Valpinçon, 1808

  • 5. Júpites e Tétis (1811): sua última obra realizada como estudante, em 1811. Foi considerada pela Academia em Paris uma obra carente de profundidade e contorno e com desenhos anatômicos imperfeitos.  Interessante notar que Ingres sempre se considerou um pintor conservador, amante do neoclassicismo, mas muitos viam nele uma veia para o romantismo. Este quadro foi elogiado pelo pintor romântico Eugène Delacroix, com quem Ingres tinha embates filosóficos.
  • Júpites e Tétis, 1811

    Júpites e Tétis, 1811

  • 6. A Grande Odalisca (1814): encomenda da família Murat, realizado em 1814. Nunca recebeu o pagamento por este quadro. Com a queda de Napoleão – sua família encomendara-lhe vários quadros -, Ingres perdeu o seu patrono e passou por uma grave crise financeira. Para sobreviver, pintava pequenos retratos dos turistas que visitavam a cidade de Nápoles. Em “A Grande Odalisca”, Ingres pinta um nu feminino, tema que permia toda a sua obra. A escolha em retratar uma odalisca, ao invés das tradicionais musas gregas e romanas, denuncia um gosto de Ingres pelo exotismo do oriente que era próprio dos românticos. Realizamos uma análise desta obra.
  • A Grande Odalisca, 1814

    A Grande Odalisca, 1814

  • 7. O Voto de Luís XIII (1824): encomenda realizada para a catedral de Montauban, levou quatro anos para ser finalizada. Finalmente outra obra sua foi aceita no Salão de Paris – em 1824 -, e recebeu o sucesso de crítica e público. Ingres foi agraciado com a Cruz da Legião de Honra após esta obra, honraria máxima da nação francesa. Inicia-se um período de bonança na vida do artista, e ele retorna a Paris.
  • O Voto de Luís XIII, 1824

    O Voto de Luís XIII, 1824

    • 8. Apoteose de Homero (1827): encomendada pelo governo francês após o triunfo da obra anterior. Foi outro sucesso de público e crítica. Ingres passa a receber dezenas de pessoas interessadas em aprender com ele. Abre o ateliê para aprendizes.
    • Apoteose de Homero, 1827

      Apoteose de Homero, 1827

    • 9. Martírio de São Sinforiano (1834): obra realizada para a catedral de Autun, exibida no Salão de 1834. A obra recebeu tanto elogios quanto críticas, mas os insultos abalaram a estabilidade de Ingres, que nunca mais expôs seus quadros em Salões e fechou a sua escola. Seu prestígio cai com as novas gerações. Neste mesmo ano, Ingres é designado diretor da Academia de Arte em Roma, e permance na Itália por sete anos.
    • Martírio de São Sinforiano, 1834

      Martírio de São Sinforiano, 1834

    • 10. A Fonte (1856): esta obra foi uma das responsáveis por reacender a admiração do público por suas obras, em 1856. Ingres faleceu reconhecido como o maior pintor de sua geração.
    • A Fonte, 1856

      A Fonte, 1856

      Mais sobre Dominique Ingres:
      Rivalidade entre Ingres e Delacroix

      Obra destacada:
      A Grande Odalisca

    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
    Close
    Facebook login by WP-FB-AutoConnect