As Senhoritas de Avignon | Análise da Obra

Análise da obra “As Senhoritas de Avignon”, de Pablo Picasso

As Senhoritas de Avignon – Parte 2 | Análise/Interpretação da obra.

As Senhoritas de Avignon, 1907

As Senhoritas de Avignon, 1907

Veja também:
Ficha técnica, informações e curiosidades sobre a obra “As Senhoritas de Avignon”

A obra “As Senhoritas de Avignon” foi pintada por Pablo Picasso em 1907. Representa um bordel na cidade de Avignon, onde cinco prostitutas se exibem ao observador.

Destaques da obra “As Senhoritas de Avignon”:

O cubismo: embora ainda não seja uma obra cubista – o movimento seria desenvolvido nos anos posteriores – a obra “As Senhoritas de Avignon” já traz elementos que seriam caros a este movimento. Ao invés de um retrato naturalista, Picasso realiza uma interpretação sobre o assunto. Subvertendo um tema comum, Picasso cria uma obra de ruptura com os padrões estéticos ocidentais.

A perspectiva: em “As Senhoritas de Avignon”, Picasso anula a ordem dos planos – não há diferença entre perto e longe, dentro e fora, tudo está na superfície pictórica. Além disso, o artista representa simultaneamente múltiplos pontos de vista a cerca da imagem. A figura abaixada, por exemplo, pode ser vista de costas e de frente. Em três das cinco faces, o nariz é visto de perfil, mas os olhos são vistos de frente.

As cabeças ibéricas: as duas mulheres do centro da pintura “As Senhoritas de Avignon”, com os braços erguidos, são inspiradas nas esculturas ibéricas do século IV a.C. encontradas durante escavações na cidade de Osuna e expostas no Museu do Louvre em 1903. Possuem orelhas de abano e olhos esbugalhados, assimétricos e sem pálpebras.

A cabeça egípcia: na extrema esquerda da obra, uma mulher é enquadrada de perfil, mas tendo o olho direito de frente. Este artifício, onde partes do corpo são rearranjadas, era especialmente notório na arte egípcia.

As cabeças africanas: as duas mulheres da direita no quadro “As Senhoritas de Avignon” são inspiradas em máscaras africanas, estudadas durante as exposições etnográficas do Trocadero, em Paris, ou adquiridas pelos artistas em lojas e contrabandos. Era moda, na época de Picasso, colecionar itens africanos, geralmente objetos cerimoniais.

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