Pablo Picasso – Esposas, Musas e Amantes

Os diversos amores de Pablo Picasso

Algumas das mulheres de Pablo Picasso, conhecido por sua tumultuada vida amorosa.

Pablo Picasso teve inúmeras mulheres, entre esposas, amantes e musas. Para o pintor, o amor era um sentimento físico, ligado à posse. Mesmo quando tinha um novo amor, Picasso mantinha as antigas paixões por perto, exercendo sobre suas mulheres uma atração irresistível.

O pintor jamais conseguiu esconder uma nova paixão. Logo que uma mulher aparecia em sua vida, um novo rosto aparecia em seus quadros.

Alguns dos amores de Picasso:

Fernande Olivier (1904-1912):

Picasso conheceu Fernande logo que chegou a Paris, em 1904. Os dois viveram juntos em Montmartre, em uma época de grandes dificuldades financeiras e intensa vida boêmia. Fernande, quatro anos mais velha que Picasso, era uma mulher elegante e sensual. Conta-se que Picassso tinha tanto ciúmes dela que a trancava em seu apartamento, quando desejava sair sozinho.

Na pintura, Fernande marca a transição da “fase azul” para a “fase rosa” de Picasso. Na fase azul, influenciado pela morte de seu amigo Carlos Casagemas, Picasso pinta temas melancólicos e lúgubres. Na fase rosa, há uma atmosfera mais serena e temáticas circenses. Fernande também o acompanha na primeira fase do movimento cubista.

Eva Gouel (1912-1915):

O verdadeiro nome de Eva era Marcelle Humbert. Picasso a conheceu em um circo, enquanto ainda morava com Fernande. Eva era casada com um pintor polonês, mas o abandona para viver com Picasso. Faleceu jovem, em 1915, de tuberculose, deixando Picasso arrasado.

Nunca foi retratada por Picasso, mas seu nome é citado em obras cubistas.

Olga Koklova (1917-1935):

Picasso conhece Olga, uma bailarina ucraniana, quando auxilia na criação de cenários para um espetáculo da companhia de dança dos Ballets Russes. Olga é uma mulher rica, e ambos vivem em mundos completamente diferentes. Mesmo assim, em 1918, se casam, e em 1921, nasce o único filho do casal, Paul. Enquanto esteve casado com Olga, Picasso cultivou inúmeras amantes, dentre elas, Marie-Thérèse e Dora Maar. As brigas com Olga são constantes e Picasso a abandona em 1935 – legalmente permaneceram casados. Olga jamais se recuperou do término do relacionamento. Seguia Pablo e suas mulheres e envolvia-se em escândalos ruidosos. Morreu em 1955, de câncer.

Inicialmente, Picasso a retrata com traços delicados e uma surpreendente estética neoclássica. Com o passar do tempo e o desgaste da relação, Olga assume, nas telas de Picasso, ares monstruosos e deformações terríveis.

Marie-Thérèse Walter (1927-1935):

Picasso conheceu Marie enquanto ela passeava próximo as Galeries Lafayette, lojas de departamento de Paris. Com 17 anos, Marie era uma jovem loira de olhos azuis, sem muita cultura e pouca noção da fama de Picasso. Foi uma amante submissa e dependente. Jamais moraram juntos, mas mantiveram uma relação durante 16 anos, e Pablo a visitava semanalmente. Juntos, tiveram uma filha, em 1935, Maria, apelidada Maya e jamais reconhecida legalmente. Marie-Thérèse suicidou-se quatro anos após a morte de Picasso.

Picasso retrata Marie-Thérèse em sua fase surrealista, utilizando curvas para acentuar sua beleza, em obras solares e sensuais.

Dora Maar (1936-1944):

Conhece Picasso em 1936, no Deux-Magots, restaurante que o pintor frequentava. Conta-se que Dora espetava uma faca entre os dedos, em uma espécie de desafio. De vez em quando, errava, e seus dedos sangravam. Picasso tentou comprar dela suas luvas ensanguentadas. A partir daí, iniciaram um relacionamento que duraria sete anos. Dora era uma fotógrafa de olhos verdes, mulher inteligente e moderna. Fotografou Picasso no processo de realização de sua maior obra prima, Guernica. Picasso a abandona para ficar com Françoise Gilot. Após a separação, Dora entra em processo esquizofrênico e é internada em um manicômio. Depois, passa anos reclusa em conventos.

Picasso gosta de retratar Dora chorando, em desespero. São pinturas surrealistas, com grandes deformações.

Françoise Gilot (1943-1953):

Picasso e Françoise se conhecem em um restaurante, o Le Catalan. O pintor espanhol jantava com Dora, mas logo encantou-se pela ruiva de olhos verdes sentada próxima. Françoise é uma estudante de pintura, mulher forte e determinada. Quando decidem morar juntos, Françoise tem 21 anos e Picasso, 61. Tiveram dois filhos juntos, Claude, de 1947, e Paloma, nascida em 1949. Françoise é conhecida por ter sido a única mulher a abandonar Picasso, depois de 10 anos de relacionamento. Também, seguiu uma carreira própria e alcançou certo prestígio. Em 1964, publicou um livro chamado Life with Picasso – The Love Story of a Decade, em que descreve Picasso como um homem egoísta, manipulador e sádico. Picasso tentou proibir a circulação do livro, sem sucesso. A partir deste momento, recusou-se a ver os filhos que teve com Françoise, Claude e Paloma.

Françoise é pintada com poucas deformações, em retratos altivos.

O relacionamento de Picasso e Françoise foi retratado no filme “Os Amores de Picasso”, de 1996.

Jacqueline Roque (1953-1973):

Amante de Picasso durante o relacionamento do pintor com Françoise, torna-se sua mulher quando Gilot o abandona. Com 26 anos, tinha longos cabelos negros e olhos azuis, era divorciada e tinha uma filha. Venerava Picasso, a ponto de jamais chamá-lo pelo nome, apenas como monseigneur (meu senhor). Com a morte de Olga, em 1955, Picasso pode se casar novamente. O matrimônio com Jacqueline foi oficializado em 1961. Viveram juntos até a morte do pintor, em 1973. Em 1986, Jacqueline se matou com um tiro na cabeça.

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